Show Rural: Embrapa demonstra o sensoriamento remoto da soja

O sensoriamento remoto vai ajudar na definição de determinado manejo ou prática

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Foto: Embrapa Soja

O sensoreamento remoto no monitoramento de estresses na cultura da soja será tema de demonstrações práticas e de palestras na Vitrine de Tecnologias da Embrapa no Show Rural Coopavel.

A equipe do RVTV está presente em Cascavel e dará todo o apoio de mídia ao evento.

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Haverá palestras nesta terça-feira, dia 5, às 11h15; no dia 6 (quarta-feira) às 15h45; no dia 7 (quinta-feira), às 14h15. De acordo com o pesquisador José Renato Bouças Farias, chefe-geral da Embrapa Soja, o sensoriamento remoto constitui-se em importante ferramenta para o monitoramento das lavouras.

A Embrapa, em parceria com o Grupo Aplicado ao Levantamento e Espacialização de Solos (GALeS) da Universidade Estadual de Maringá, está desenvolvendo índices, ferramentas e indicadores para recomendar o melhor uso das ferramentas digitais e das novas tecnologias (IoT, geoprocessamento, sensoriamento remoto, monitoramento à distância).

“Nosso objetivo com o uso dessas novas ferramentas é orientar um conjunto de práticas de manejo alicerçadas em parâmetros de resposta da planta a um determinado fator, a um determinado estresse ou condição de produção”, destaca Farias. “E no futuro usar e melhorar estas ferramentas no sistema de produção, conta”.

No Show Rural, a Embrapa irá apresentar os resultados de pesquisa das últimas três safras no uso das ferramentas digitais no sistema de produção agrícola com foco em déficit hídrico e aspectos nutricionais da soja (com e sem deficiência de potássio, um dos principais nutrientes exigidos pela soja).

“O sensoriamento remoto tem potencial grande, mas antes de chegar a uma aplicação no mercado é preciso investimento em pesquisa para que consigamos ter reprodutibilidade em um modelo a ser aplicado”, explica o geógrafo Luis Guilherme Crusiol, doutorando em agronomia pela UEM.

Déficit hídrico – A Embrapa irá apresentar os primeiros resultados, por exemplo, com o uso de câmera termal (mais eficiente que uma câmera visível) no monitoramento de plantas em situação de seca.

“Um dos exemplos é mostrar a avaliação e o acompanhamento da condição hídrica da planta, por meio da utilização de câmaras termais, usando a temperatura como resposta à condição hídrica da planta”, explica Farias.

Crusiol reforça que quando uma planta está com falta de água a temperatura dela é mais elevada do que a planta que recebe água continuamente. “Os equipamentos e sensores que serão apresentados no evento podem monitorar a condição hídrica da planta, por meio de imagens que são imperceptíveis ao olho humano”, explica.

Com relação à déficit nutricional, a ideia é demonstrar, com a ajuda de um sensor que mede direto na folha, a deficiência de potássio, mesmo antes do aparecimento de sintomas ou da realização de avaliação nutricional.

“Estamos trabalhando para modelar o conteúdo de cada nutriente para facilitar a identificação do problema e minimizar a queda produtividade”, diz.

Para cada um desses fatores, a pesquisa está caracterizando uma resposta à ocorrência de determinado fenômeno. “No futuro pretendemos criar parâmetros de identificação, para desenvolver modelos e rotinas que vão definir como tal comportamento está associado a um determinado comportamento e resposta da planta”, explica Farias.

“Esta resposta obtida com o sensoriamento remoto vai ajudar a definição de determinado manejo ou prática para resolver o problema ou prevenir para que não ocorra nas safras seguintes”, ressalta o pesquisador.

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