Conab estima produção de 118,8 mi/t de soja na safra 2018/19

O valor total exportado no ano de 2018 foi de 83,86 milhões de toneladas

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A Conab realiza o acompanhamento constante da safra de grãos, com a soja (Foto: Pixabay)

O 4º levantamento da safra de grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento e divulgado nesta quinta, 10 de janeiro, mostra uma projeção de crescimento de 1,7% na área de plantio e redução de 0,4% na produção, atingindo 118,8 milhões de toneladas de soja.

As exportações brasileiras de soja em grãos em dezembro fecharam em aproximadamente 4,23 milhões de toneladas. Sendo assim, o valor total exportado no ano de 2018 foi de 83,86 milhões de toneladas. Com a pequena queda de safra prevista para 2019, os esmagamentos e exportações devem sofrer uma forte queda na safra 2018/19, já que não há mais estoque de passagem para ser consumido

De acordo com o levantamento, as expectativas para a temporada 2018/19 mantém a tendência de crescimento da área plantada com a oleaginosa, atingindo 1,7% de crescimento em relação à safra passada, correspondendo ao plantio de 35.760,4 mil hectares. O plantio está praticamente finalizado, restando pouco mais de 5% das áreas para ser semeado no Matopiba e na Região Norte.

Na Região Norte-Nordeste, o comportamento da safra passada, com um quadro climático
favorável, serviu de estímulo ao produtor local, que ampliou a área plantada.

No Paraná, a estimativa é de manutenção da quantidade produzida, já no Rio Grande do Sul, a estimativa é de incremento de 9%. O maior estado produtor, Mato Grosso, apresenta estimativa de decréscimo de 0,4%.

Além disso, os preços da oleaginosa apresentaram aumento em todos os 16 estados produtores, com incremento médio de 10,6% nos preços recebidos pelos produtores.

O movimento de queda na produção e o incremento nos preços recebidos pelo produtor culminaram na majoração da estimativa da receita bruta total para a soja na safra 2018/19. De forma particular, o Mato Grosso apresenta estimativa de receita bruta para a oleaginosa de R$ 33,93 bilhões para a temporada 2018/19. Já para a safra imediatamente anterior, a estimativa ficou em R$ 31,49 bilhões, com acréscimo relativo de 7,7%.

A Unidade da Federação produtora que apresentou maior incremento percentual na receita bruta estimada para a soja foi o Rio Grande do Sul, com 22,8% de aumento, resultado de 9% de aumento na produção e 12,7% no valor recebido pelo produtor
para a saca de 60 quilos. Portanto, a estimativa total para a receita bruta da soja na safra 2018/19 foi de R$ 136,4 bilhões, frente à estimativa de R$ 123,8 bilhões da safra anterior, um aumento de 10,1%.

Mercado internacional e nacional – Há grandes possibilidades de que a guerra comercial entre Estados Unidos e China chegue ao fim. Com isso, os preços internacionais voltaram a baixar e devem continuar em queda em janeiro até buscar um novo patamar de suporte.

Os americanos exportaram apenas 15,41 milhões de toneladas no período comercial da safra 2018/19, em 2017, nesse mesmo período, era de 28,84 milhões, por esse motivo os preços continuam a baixar e devem permanecer assim até que haja alguma novidade na guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Com os fundamentos de mercado atuais de guerra comercial entre Estados Unidos e China,
possíveis problemas internos nos Estados Unidos tanto na parte econômica quanto na parte
política e com as altas safras colhidas no mundo, os preços internacionais não devem ter uma alta no ano de 2019. E caso não haja nenhuma mudança no cenário apontado não deve voltar a ultrapassar os US$ 10/bu.

O dólar deve ser o grande “vilão e salvador da pátria” no Brasil em 2019, com estimativa de valores acima de R$ 4, o agricultor vai ter que pagar mais pelos insumos cotados em dólar, mas por outro lado, vai ser o “fiel da balança” para manter os preços internos em um patamar pelo menos rentável.

As exportações em 2019 devem continuar bastante aquecidas (caso não haja mudança no cenário internacional atual) e os esmagamento com uma pequena queda diante da volta dos argentinos no mercado de exportação de farelo.

Outro fator importante é o prêmio de porto que finalizaram 2018 em franca queda, difícil dizer se os prêmios de porto devem voltar a subir, mas é um grande fator de perdas de rentabilidade para o agricultor.

Confira aqui o Boletim Grãos/Janeiro 2019 da Conab.

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