Câmara do Comércio Brasil-China traz investimentos ao agro

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A disputa comercial entre os Estados Unidos e China deve beneficiar o Brasil a curto prazo. Por isso, a Câmara do Comércio Brasil-China atuará para trazer mais investimentos ao agro nacional.

De acordo com Charles Tang, presidente da entidade, o país oriental é o maior parceiro comercial brasileiro.

“A confiança é como um vaso, que quando quebra, é difícil colar. A China quer ter fontes confiáveis para sua segurança alimentar”, reforça.

A Câmara do Comércio Brasil-China foi fundada em São Paulo, em 1986, a pedido ex-vice-primeiro-ministro chinês, Wu Xueqian. É a única entidade referendada pelo Conselho Chinês para Promoção do Comércio Internacional (CCPIT).

Entre os objetivos, está o de promover o intercâmbio e a cooperação nos campos econômico, acadêmico, industrial e cultural entre os dois países.

Consequências

De acordo com o especialista, a disputa entre EUA e China não é boa a longo prazo. “Vai afetar a economia mundial. O mundo vai sofrer”, ressalta.

Charles Tang lembra que investimentos chineses foram providenciais ao Brasil durante a recente crise econômica.

“Na pior fase da crise econômica do País, os chineses apostaram no Brasil, tomaram o risco de investir maciçamente, o que ajudou a atenuar a situação”, afirma.

Futuro

O presidente da Câmara do Comércio Brasil-China vislumbra um bom futuro para o Brasil.

“O combate à corrupção vai tornar o Brasil um país mais forte”, afirma. Ele ainda revela que seu país de origem tem mais de 100 mil oficiais presos por corrupção. “Lá, os corruptos são presos mas os empregos são patrimônios da sociedade. As empresas são protegidas”.

Para ele, a equipe do presidente Jair Bolsonaro deverá trazer bons investimentos. “Tive a chance de conhecer o professor Paulo Guedes e de trabalhar com a ministra Tereza Cristina, quando ainda era secretária de Estado no Mato Grosso do Sul”, lembra.

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