O ano chega ao fim e agora a expectativa é a produção agrícola de 2019. Por isso, o jornal O Estado de S. Paulo realizou o Summit Estadão Agronegócio Brasil 2018, que promoveu debates sobre as novas tendências para o ano que vem.

“Esse já é o quarto ano que o Estadão promove o Summit. O objetivo é propor uma discussão, um debate de alto nível do que está sendo pensando e discutido mundo afora em relação ao agronegócio”, explica Luís Fernando Bovo, diretor de projetos especiais do Estadão e organizador do evento. “A ideia aqui é reunir as pessoas que interessam, para ouvir aquilo que interessa”.

E o futuro do agronegócio está nas exportações, por isso o Summit Estadão Agronegócio Brasil teve como foco o impacto mundial da produção agrícola brasileira.

Quem apresentou um panorama sobre a influência da produção brasileira foi Michael McDougall, vice-presidente da ED&F Man Capital Markets, uma das principais empresas de mercado financeiro dos Estados Unidos.

“Cada vez, obviamente, você tem competição entre um país e outro. Os Estados Unidos eram os grandes concorrentes para o Brasil em termos de soja. Agora deu esse problema de trade war com a China, tirando os Estados Unidos da corrida”, destaca.

Tecnologia

E é graças à tecnologia que o produtor rural tem acesso a todas essas informações. Por isso, o Summit Estadão Agronegócio Brasil preparou uma sala especial sobre este tema.

A importância da tecnologia e da conectividade para os campos brasileiros foi demonstrada por Márcio Albuquerque, Presidente da Comissão Brasileira da Agricultura de Precisão (CBAP). “A agricultura de precisão começou de uma forma desconectada, baseada em GPS e dados de campo, e com esses dados em softwares para gerar mapas e recomendações. Com a evolução da tecnologia, ferramentas como softwares online e aplicativos de celular, podem ajudar o produtor a organizar esses dados e prever as próximas etapas”, salienta o especialista.

No entanto, para ele, “algumas dessas novas tecnologias terá uma adoção mais lenta se não houver conectividade”.

Além do desafio de conectar o campo e vender mais globalmente o agronegócio brasileiro tem outro obstáculo: a logística.

“Nós precisamos equilibrar os modais. Temos que ter um avanço no modal ferroviário e no hidroviário. Claro que o rodoviário sempre vai ser utilizado, mas em pequenas distância”, destaca Edeon Vaz, presidente da Câmara Temática de Logística do Agronegócio (CTLOG), vinculada ao Ministério da Agricultura.

“O que precisamos tirar, é esse transporte rodoviário de longas distancias, porque isso é ruim para o prestador, porque ele recebe menos pelo valor de quilômetro rodado”, explica.

Produzir com qualidade, transportar com eficiência, avançar na tecnologia e colocar o Brasil na liderança – estas são as metas do agro para 2019. E a chave para isso é a informação de qualidade.

“É preciso cada vez mais buscar informação de qualidade, que realmente importa. É muito fácil receber informação hoje em dia. Você tem informação de todos os lados. Fica até mais difícil de você detectar o que é realmente importante do que não é. E o Estadão está focado nisso, não só para o homem do campo, mas para quem investe no agronegócio, para as empresas, que tomam decisões de mercado”, finaliza Bovo.