Nova lei dos agrotóxicos deve ser aprovada com urgência, afirma Roberto Rodrigues

Conhecida como “nova lei dos agrotóxicos”, o projeto quer acelerar o processo de aprovação para a utilização de um novo defensivo

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Tramita no Congresso Nacional uma lei do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que traz mudanças ao processo de aprovação e rotulagem de defensivos agrícolas.

Conhecida como “nova lei dos agrotóxicos”, o projeto quer acelerar o processo de aprovação para a utilização de um novo defensivo, o que poderia trazer mais rapidez e modernidade aos campos brasileiros.

Para o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, a aprovação da nova lei dos agrotóxicos deve ser feita com urgência. De acordo com o especialista, a atual morosidade do processo atrasa o desenvolvimento agrícola do País.

“Hoje, para se aprovar um defensivo novo, demora-se sete ou oito anos. Isso atrasa o Brasil”, afirma.

Ainda de acordo com ele, as empresas – públicas ou privadas – que desenvolvem novos defensivos têm uma imensa preocupação com o meio ambiente.

“Ninguém produz um defensivo que agride o meio ambiente. Então as empresas gastam fortunas para que se use menos defensivo, e menos água. Isso é a favor da sustentabilidade”, destaca.

Mudanças

A nova lei dos agrotóxicos também pede a alteração do nome dado ao insumo, que passaria a ser chamado de “defensivo fitossanitário e produtos de controle ambiental”. Especialistas alegam que o termo atual é pejorativo.

“É uma bobagem imaginar que a aceleração desse processo vá criar uma oportunidade negativa para o agro”, afirma o ex-ministro.

“Ao contrário. A intenção é modernizar o processo, com moléculas muito mais novas e sustentáveis”.

Para que a aprovação de um novo defensivo aconteça mais rápido, o projeto apresentado por Maggi cria a Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários (CTNFito), que substituirá as análises do IBAMA, da ANVISA e do Ministério da Agricultura, hoje obrigatórias por lei.

“Precisamos apoiar muito esse projeto no Congresso Nacional, porque vai modernizar os insumos para a agricultura. Agora, vamos ficar de olho também, porque se houver exagero, vamos punir”, alerta Rodrigues.

Roberto Rodrigues foi ministro da Agricultura entre 2003 e 2006.

É engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).

Atualmente, é Coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Titular da Cátedra de Agronegócios da ESALQ.

Além disso, também é colaborador e colunista do RVTV.