Ex-ministro comenta atuação da Frente Parlamentar da Agropecuária

“Não adianta ter um um ministro muito bom, se tivermos uma Câmara contra suas ações”, afirma Rodrigues

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A Frente Parlamentar da Agropecuária é fundamental para um agro moderno e estruturado.

Esta é a opinião do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e o tema da coluna especial desta semana.

Rodrigues lembra que o equilíbrio entre os poderes é essencial para que o agronegócio avance.

“Não adianta ter um um ministro muito bom, se tivermos uma Câmara contra suas ações”.

“Não adianta ter um grande presidente, se a Câmara e o Senado podarem seu governo”, ressalta.

Por isso, na opinião dele, é importante a ação da Frente Parlamentar da Agropecuária.

“Temos uma Frente da maior qualidade, que tem feito trabalhos brilhantes”, afirma o especialista.

De acordo com o site oficial da Frente Parlamentar da Agropecuária, estão entre os seus objetivos:
  • Acompanhar a política oficial de desenvolvimento da agropecuária nacional;
  • Promover debates, simpósios, seminários e outros eventos pertinentes ao exame da política de desenvolvimento da agropecuária, divulgando seus resultados;
  • Promover o intercâmbio com instituições semelhantes e parlamentos de outros países, visando o aperfeiçoamento recíproco das respectivas políticas agropecuárias;
  • Procurar, de modo contínuo, o aperfeiçoamento da legislação referente à agropecuária nacional;
  • Conhecer e auxiliar na divulgação de novos métodos e processos que fomentem a agropecuária.

No entanto, muitos outros objetivos e ações são divulgados na página oficial da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Futuro

É preciso, no entanto, estar atento ao futuro da Frente Parlamentar da Agropecuária.

“A Frente Parlamentar da Agropecuária perdeu membros importantes, como Valdir Colatto e Ana Amélia, mas ganhou Luis Carlos Heinze e a continuidade de Arnaldo Jardim”.

Rodrigues ressalta, contudo, que a Frente Parlamentar da Agropecuária tem uma boa composição.

“Dessa vez, porém, temos uma ministra oriunda da Frente, e um chefe da Casa Civil que também é da Frente”.

“Agora, temos um peso político muito mais interessante do que nos governos anteriores”, ressalta Rodrigues.

Agora, de acordo com ele, é a oportunidade de mudar legislações fundamentais, como o Código Florestal.

“Vamos dar aos deputados e senadores o apoio máximo. Ligar a eles. Nós, do campo, temos que alimentar nossos parlamentares”.

 

Roberto Rodrigues foi ministro da Agricultura entre 2003 e 2006.

É engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).

Atualmente, é Coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Titular da Cátedra de Agronegócios da ESALQ.

Além disso, também é colaborador e colunista do RVTV.