As exportações no agro devem crescer em 2019.

Este é o cenário projetado pela maioria dos especialistas nacionais e internacionais a respeito do agro brasileiro.

Para Martin Richenhagen, presidente e CEO global da AGCO, a disputa comercial entre Estados Unidos e China deve beneficiar o Brasil.

“Os chineses são inteligentes e não vão querer ter só um fornecedor”, destaca o especialista.

Martin Richenhagen falou ao programa Liderança Agro, em um evento especial para a imprensa em São Paulo.

“Eles não querem depender apenas dos Estados Unidos, então esta é uma boa notícia para o produtor brasileiro”, afirma.

De acordo com Martin, o Brasil tem todas as condições para liderar a produção de alimentos no mundo.

“É por isso que estamos aqui. Temos sete fábricas, somos líderes de mercado e acreditamos no Brasil como grande produtor”.

A AGCO controla as principais empresas de maquinário agrícola, como Massey Ferguson, Valtra, GSI, Challenger e Fendt.

De acordo com Martin, o Brasil é um dos principais produtores de alimentos e deve aumentar as exportações no agro.

“Na maioria dos produtos, atualmente, o Brasil é o número um. Com exceção do milho, em que os EUA estão em primeiro, mas o Brasil está em terceiro””, ressalta.

Além da disputa comercial entre os EUA e a China, a promessa de nova política econômica com a eleição de Jair Bolsonaro também fomenta o setor.

“Queremos saber o que podemos fazer, o que pode ser feito para apoiar o governo. Nós normalmente temos reuniões com o Ministério da Agricultura”, afirma.

Por isso, a AGCO está apostando no Brasil, e deve lançar, até 2019, 159 novos produtos para a agroindústria brasileira.

“O Brasil fica cada vez mais moderno, então o interesse dos nossos consumidores em tecnologias aumenta”, destaca.

“A ideia é ser mais eficiente e produtivo, com custo baixo”, finaliza.

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