Você sabe o que é a agricultura 5.0?

Realizado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz (ESALQ) o Fórum ESALQShow 2018 focou a tecnologia no campo.

Portanto, com tantos avanços, a agricultura passa por uma importante evolução: estamos falando da agricultura 5.0

“Lá atrás, quando se começou a usar força animal, a agricultura deu grande salto”, explica Silvio Crestana, pesquisador da Embrapa.

“Depois, veio a tração baseada no motor à combustão, com tratores e implementos. Por isso nós chamamos de agricultura 2.0”

Agricultura 5.0 foi tema de debate durante o ESALQShow 2018. (Foto: Divulgação)
Agricultura 5.0 foi tema de debate durante o ESALQShow 2018. (Foto: Divulgação)

Recentemente, entre dez e 15 anos atrás, começou-se a agricultura de precisão, que consideram as diferenças que existem na área.

“Diferenças na água e no solo, que mudam a produção, em suma. Alguns pedaços de terra produzem mais do que outros”, explica.

Agora, estamos indo para uma nova modalidade – a agricultura 4.0, que considera a automação das máquinas, dos implementos.

“As máquinas são automáticas, conseguem fazer operações que antes precisavam de um operador, graças à conectividade”.

Assim, surge uma nova agricultura, que permite a tomada de decisões em tempo real.

De acordo com o especialista, a agricultura 5.0 deve ter início a partir em 2022, em que as máquinas trabalharão com mais autonomia.

Futuro

Informação e autonomia de decisão: estas são as palavras-chave do agricultor do século 21.

E para produzir com mais qualidade e eficiência, a tecnologia é a principal aliada do produtor.

Porém, as tecnologias trazem, igualmente, desafios ao setor, como lembra Christian Gonzalez, diretor de Estratégia de Produtos da CNH Industrial.

“Primeiramente, a tecnologia precisa ser fácil de se utilizar. Sem grande preparação, por exemplo, extrair, gerar e aplicar dados”, afirma;

“O outro ponto é a instrumentação. Temos conexão de celular nos campos do Brasil? Em muitos campos, não”, questiona.

“E o terceiro ponto é a preparação e mudança da mentalidade do produtor rural. Ele acessar essas tecnologias porque sabe que é necessário”.

Portanto, com tanta tecnologia disponível ao produtor rural fica a pergunta: a máquina vai substituir o homem no campo?

“Eu acho que não”, responde Alexandre Barioni, gerente da Bayer. “Está muito longe disso”.

“A gente passa a ter ferramentas que vai fazer com que o agricultor viva melhor. Com mais tempo para se dedicar a outras coisas”

“O produtor vai se profissionalizar como ele compra, como ele vende. Mas substituir, não”, finaliza.