A produção de bioenergia no Brasil está passando por uma revolução. O milho está presente neste processo.

Hoje em dia, a velocidade da informação e conexão está maior. Por isso, o mundo precisa de mais energia.

Seja para a combustão, geração de calor ou eletricidade, estamos cada vez mais preocupados em geração de energia limpa.

Por isso, o milho tem sido uma grande alternativa para a sustentabilidade na produção de bioenergia – especialmente na combustão.

Henrique Ubrig é Chairman da FS Bioenergia, umas das principais empresas deste setor no País, e falou ao Liderança Agro.

“Somos a primeira usina de etanol 100% base milho, em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso”, explica.

A unidade, inclusive, foi instalada neste município graças à disponibilidade, quantidade e qualidade do produto, segundo o especialista.

Consumo

Segundo Ubrig, 95% do grão trabalhado na usina é para o etanol.

No entanto, a empresa ainda produz ração animal, óleo de milho e bioenergia.

Ainda de acordo com Ubrig, a primeira fase de implantação foi inaugurada com 250 milhões de litros de etanol.

Mas, a partir do fim deste ano, a produção deverá ser duplicada, para 530 milhões.

“Temos definido uma outra unidade para atuação, no município de Sorriso (MT), para o ano que vem”, afirma.

Produção

Porém, com tanta demanda, fica a pergunta: há produção de milho suficiente para atender o varejo e a bioenergia?

“O que estamos fazendo é trazer a oportunidade para maior consumo do milho localmente”, ressalta Ubrig.

Pois, segundo ele, os EUA utilizam 30% de sua produção de milho para o etanol, contra 15%, no Brasil.

“Nós já atingimos uma produção de 120 sacas por hectare, mas nosso objetivo, nos próximos anos, é aumentar para 180”.

Este patamar, inclusive, já é praticado nos Estados Unidos. “Por isso acreditamos que seja factível aqui”.

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